InícioInternacionalMaior operação em 20 anos mata 8 palestinos na Cisjordânia

Maior operação em 20 anos mata 8 palestinos na Cisjordânia

Mahmoud Abbas convocou líderes para uma reunião urgente

Oito palestinos foram mortos em um ataque do Exército de Israel à cidade de Jenin, na Cisjordânia. A operação militar é considerada a maior do tipo dos últimos 20 anos, com registros de ataques aéreos e terrestres, e as vítimas tinham entre 16 e 23 anos de idade.

Segundo o ministro da Saúde local, também foram contabilizados ao menos 50 feridos, com cerca de 10 em estado grave.

Dos oito mortos, três foram vítimas de ataques aéreos. A autoridade também sinalizou que é possível que o número de vítimas aumente nas próximas horas.

O ministro israelense da Defesa, Yoav Gallant, justificou a ofensiva afirmando que é uma iniciativa “contra os focos do terror”. A operação começou na madrugada entre domingo (2) e segunda-feira (3), ainda está em andamento e, segundo analistas, pode se prolongar por pelo menos mais um dia.

Segundo as forças de segurança de Israel, dentro do campo de refugiados de Jenin os agentes encontraram um laboratório para produção de explosivos com centenas de artefatos prontos para uso. De acordo com o porta-voz do exército, também foi descoberto um esconderijo de armas roubadas. Parte da região teve o fornecimento de energia elétrica interrompido.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, convocou lideranças à cidade de Ramallah para uma reunião urgente. O porta-voz do governo classificou a ação como “um novo crime de guerra contra um povo indefeso”. Ele disse ainda que “convida a comunidade internacional a romper com o seu vergonhoso silêncio e a agir seriamente para obrigar Israel a cessar a agressão”. Até o momento, os governos do Egito, Jordânia e Turquia condenaram o ataque.

A ONG Médicos Sem Fronteiras, que está fornecendo assistência médica no local, informou que os ataques ainda causaram danos às estruturas sanitárias da região. Segundo os relatos, bombas de efeito moral caíram no pátio do hospital Khalil Suleiman, onde pessoas feridas por armas de fogo estão recebendo cuidados. Além disso, tratores militares destruíram as estradas que levam ao campo de refugiados de Jenin, impedindo que ambulâncias cheguem aos feridos.

Segundo a coordenadora de MSF em Jenin, Jovana Arsenijevic, os ataques têm se tornado cada vez mais frequentes e intensos. “As declarações das forças israelenses que dizem que os os alvos são estruturas militares contrastam com aquilo que estamos vendo: o hospital onde cuidamos dos pacientes foi atingido por gás lacrimogêneo”, disse.

Da AnsaFlash

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