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Emprego formal cresce em MS no 3º trimestre, com destaque para setor privado e construção civil

Mesmo com a taxa de desocupação estável em 2,9%, Mato Grosso do Sul registrou, no terceiro trimestre de 2025, uma melhora significativa na qualidade dos empregos gerados. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O destaque principal do período foi o avanço expressivo do emprego formal no setor privado, com a geração de 35 mil novas vagas com carteira assinada. Esse crescimento reflete o fortalecimento dos empreendimentos privados e o ritmo intenso das construções civis em todo o estado, ampliando a demanda por mão de obra qualificada.

Ao mesmo tempo, houve queda no número de trabalhadores domésticos sem carteira assinada, além de uma redução de 8 mil postos no setor público. Esses dados indicam uma menor dependência do emprego estatal e um fortalecimento do setor produtivo privado como motor da geração de trabalho.

A construção civil se sobressaiu como o setor com maior capacidade de absorção de novos trabalhadores, impulsionada pelo aumento expressivo de obras e pelos investimentos privados em infraestrutura e habitação. Outras áreas que também apresentaram crescimento foram a indústria, transporte, comércio, e serviços financeiros.

O número total de ocupados aumentou em 7 mil pessoas no trimestre. Esse crescimento ocorreu mesmo com a entrada de novos trabalhadores na força de trabalho, o que contribuiu para a manutenção da taxa de desemprego em patamar estável.

A leitura dos dados do trimestre revela um mercado de trabalho aquecido, com uma redistribuição qualitativa das ocupações. O foco recai sobre empregos formais, em detrimento das formas informais de trabalho, fortalecendo a estrutura ocupacional do estado.

Os dados apontam para um cenário de transição em Mato Grosso do Sul, com a economia local cada vez mais voltada ao setor privado, à construção civil e a atividades que exigem maior qualificação profissional, sinalizando também uma evolução estrutural no perfil do emprego.

Com menor informalidade, crescimento dos setores produtivos e estabilidade na taxa de desocupação, o estado avança em direção a um mercado de trabalho mais equilibrado, robusto e com maior potencial de inclusão qualificada da população.

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