País recebeu visitas de expoentes estrangeiros
Israel ordenou a evacuação de todos os civis da Cidade de Gaza, prenunciando o início de uma possível incursão terrestre no território.
Em uma nota divulgada nesta sexta-feira (13), o Exército israelense afirmou que os civis palestinos devem se deslocar para o sul da Faixa de Gaza e só poderão voltar “quando for permitido”.
“As Forças de Defesa Israelenses [IDF] pedem a evacuação de todos os civis da Cidade de Gaza em direção ao sul para sua própria segurança e proteção”, diz o comunicado, que acusa o “grupo terrorista Hamas de iniciar uma guerra contra o Estado de Israel”.
“Os terroristas do Hamas se escondem na Cidade de Gaza, dentro de túneis, sob as casas e dentro de edifícios habitados por inocentes que são usados como escudos humanos”, acrescentam as IDF, que ainda prometem “fazer grandes esforços para evitar atingir civis”.
A evacuação em massa pode englobar 1,1 milhão de pessoas, cerca de metade dos habitantes da Faixa de Gaza, e a Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que é “impossível” realizar esse deslocamento “sem causar consequências humanitárias devastadoras”.
O Hamas, por sua vez, pediu que a população da Cidade de Gaza não fuja e definiu o anúncio de Israel como “propaganda”.
Ainda assim, milhares de palestinos já estão se deslocando em direção ao sul do território, a maioria deles a pé, para escapar de bombardeios. A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (Unrwa) também mudou seu centro operacional em Gaza após a ordem de evacuação.
Apenas na última madrugada, as forças de Israel bombardearam 750 alvos ligados ao Hamas, incluindo túneis subterrâneos, depósitos de armas e residências de expoentes do grupo.
Por sua vez, a Liga Árabe afirmou que o “deslocamento forçado” da população da Cidade de Gaza “é um crime”, enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) disse ser “impossível” evacuar pacientes em condições vulneráveis dos hospitais da região.
Visitas
No sétimo dia do atual conflito com o Hamas, Israel recebeu nesta sexta-feira uma série de expoentes estrangeiros, incluindo o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, as presidentes da Comissão Europeia (poder Executivo da UE), Ursula von der Leyen, e do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, e o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani.
“Hamas é como o Estado Islâmico, como a Gestapo [polícia secreta da Alemanha nazista], faz as mesmas coisas, são terroristas assassinos que estão usando o povo palestino como escudo”, declarou Tajani em visita ao sul de Israel.
“É preciso evitar que haja outras mortes de inocentes”, acrescentou o ministro, garantindo acreditar que Israel terá uma “reação proporcional”. Segundo o vice-premiê, a “prioridade da Itália” é resgatar reféns do Hamas em Gaza – pelo menos três ítalo-israelenses estão desaparecidos desde sábado (7).
Tajani também se reuniu com o ministro das Relações Exteriores de Israel, Eli Cohen, que definiu a Itália como uma “importante aliada”. “Agradeço ao meu bom amigo Tajani pelo apoio e solidariedade e por ter vindo ao sul para mostrar que a Itália está com o povo de Israel e defende nosso direito de proteger nossos cidadãos contra a organização terrorista Hamas”, declarou o chanceler.
Da AnsaFlash

