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Acordo na Justiça do Trabalho encerra greve do transporte coletivo em Campo Grande

Depois de quase duas horas de conversa, com mediação do presidente do Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso do Sul (TRT-MS), desembargador André Oliveira, terminou a greve dos trabalhadores do transporte coletivo urbano de Campo Grande, iniciada na manhã dessa terça-feira (21). A audiência de conciliação, convocada pelo tribunal com participação de representantes do Ministério Público do Trabalho e dos sindicatos patronal e dos empregados, ocorreu na tarde de ontem e garantiu o retorno da circulação de ônibus já na madrugada de hoje (22).

O magistrado ponderou que o serviço é extremamente essencial para a população e estimulou as partes a chegarem a um consenso amigável. No final da manhã de terça-feira, André Oliveira havia deferido o pedido liminar do Sindicato das Empresas de Transportes Coletivos Urbanos de Passageiros de Mato Grosso do Sul (SETUR-MS) para retorno imediato de 80% dos serviços do transporte coletivo de Campo Grande, sob pena de multa de R$ 200 mil, por dia.

“Fizemos audiência privada diretamente com as partes para entender as circunstâncias e os detalhes que envolvem toda a negociação coletiva. O que ficou acordado foi o retorno das atividades, porque o ponto nodal da discordância estava na antecipação de 40% do salário que deveria ter sido pago no dia 20 de junho e não foi”, explicou o desembargador André Oliveira.

Na ata da audiência, ficou ajustado que a antecipação do salário deverá ser depositada no dia 28 de junho, sob pena de multa de 30%, e que o dia não trabalhado durante a greve será considerado abono e não contará como falta.

Ao auxiliar de forma ativa o processo de conciliação, propondo o abono do dia parado, a procuradora-chefe do Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul, Cândice Gabriela Arosio, destacou que o acordo somente foi possível graças ao dissídio coletivo que buscou compatibilizar o encerramento do movimento grevista e a fixação de prazos para o cumprimento dos direitos laborais que já estão previstos na convenção coletiva de trabalho estabelecida entre as partes. “Isso minimizou o impacto à população de Campo Grande por se tratar de um serviço essencial”, concluiu.

Demétrio Freitas, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande disse que o acordo foi a melhor saída diante da liminar que obrigava o retorno de 80% dos serviços. “Com a intermediação do Ministério Público e do Tribunal foi sugerida uma proposta, que não é o que a gente queria, porque queríamos que o pagamento fosse feito nesta quarta-feira, mas ficou definido que esse valor será pago dia 28”, assegurou.

O advogado do consórcio, Felipe Barbosa da Silva, agradeceu a oportunidade de diálogo e a intermediação do TRT-MS e MPT. “Nós fomos pegos de surpresa com essa paralisação, mas através desse diálogo nós conseguimos obter um importante acordo que, na verdade, é um acordo momentâneo, porque ele não resolve o problema das empresas. A gente só conseguiu um tempo maior para operar o sistema de transporte sem interrupções”, sublinhou.

O presidente do TRT-MS reforçou que o Sindicato das Empresas de Transporte está mostrando que há, de fato, alguns desequilíbrios no contrato com o Poder Público, e que essas questões devem ser tratadas com as esferas municipais e estaduais.

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