A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul desarticulou, na última quarta-feira (11), um esquema de tráfico de cocaína em Campo Grande e prendeu cinco homens em flagrante. A ação resultou na apreensão de quase uma tonelada de entorpecentes, carga avaliada em aproximadamente R$ 30 milhões.
Segundo as investigações, a ofensiva começou a partir de uma denúncia anônima. A informação levou os policiais a monitorarem uma oficina mecânica localizada no bairro Jardim dos Estados, apontada como possível ponto de apoio para atividades ligadas ao tráfico.
Durante a vigilância, os agentes observaram a saída de um Chevrolet Celta do local. O veículo foi abordado pouco depois, e o motorista tentou se desfazer de uma pequena porção de cocaína ao notar a presença policial.
Ao ser questionado, o suspeito admitiu que a droga seria usada como amostra em uma negociação com possíveis compradores. A confissão reforçou as suspeitas de que a oficina era utilizada como base para movimentação de entorpecentes.
No mesmo momento, outros dois veículos, um carro de passeio e uma caminhonete, também deixaram o imóvel e acabaram interceptados pelos policiais. Em um deles, foram encontrados três quilos de pasta base de cocaína.
Durante a abordagem, um dos envolvidos informou aos agentes que havia mais drogas armazenadas em uma residência no bairro Jardim Montevidéu. A partir dessa informação, equipes seguiram até o endereço indicado para aprofundar a apuração.
No imóvel, os policiais encontraram grande quantidade de cocaína distribuída em vários cômodos da casa. Havia entorpecentes na sala, no banheiro, na área externa e até nas proximidades da churrasqueira.
Ao todo, a operação resultou na apreensão de 975,640 quilos de drogas. O material recolhido incluía 614 peças de entorpecentes, 136 embrulhos em formato de bola de cocaína e 478 tabletes de pasta base.
Durante a análise da carga, os investigadores identificaram vestígios de óleo diesel nas embalagens. A suspeita é de que a droga tenha ingressado no país escondida em tanques de combustível de veículos, método frequentemente usado por traficantes na região de fronteira.
De acordo com o delegado do Garras, Roberto Guimarães, a casa funcionava como um “guarda-roupa” do tráfico, expressão usada para designar imóveis destinados exclusivamente ao armazenamento de drogas antes da redistribuição.
As investigações apontam que o entorpecente seria enviado para outros estados, principalmente São Paulo. A polícia trabalha com a hipótese de que os presos atuavam como intermediários da logística criminosa, e não como os proprietários da carga.
Foram presos em flagrante cinco homens, com idades de 18, 25, 38, 39 e 42 anos. Todos foram encaminhados à delegacia, enquanto a Polícia Civil continua as apurações para identificar outros integrantes da organização criminosa envolvida no esquema.

