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Lesões na defesa ampliam dúvidas de Ancelotti na reta final para a Copa

Desde a chegada de Ancelotti, dez dos 13 cortes atingiram a defesa e até nomes certos para a Copa, como Alisson e Gabriel Magalhães, viraram motivo de alerta

A preparação da seleção brasileira para a Copa do Mundo tem sido marcada por uma preocupação constante para Carlo Ancelotti: os problemas físicos no sistema defensivo. À medida que se aproxima o prazo da convocação final, marcado para 18 de maio, o treinador vê crescer a incerteza justamente em um setor que tem exigido mudanças frequentes desde o início de seu trabalho.

Embora dez das 12 vagas defensivas estejam praticamente encaminhadas na cabeça do técnico italiano, a sequência de lesões e cortes abre espaço para novas disputas. Entre goleiros, zagueiros e laterais, a comissão técnica tem sido obrigada a reformular planos repetidas vezes, em um cenário que mistura concorrência acirrada com instabilidade.

Desde que assumiu a Seleção, na Data Fifa de junho do ano passado, Ancelotti já precisou lidar com 13 cortes, sendo dez deles envolvendo jogadores do setor defensivo. A situação voltou a se repetir agora, às vésperas dos amistosos contra França e Croácia, nos Estados Unidos, reforçando o alerta dentro da comissão técnica.

O histórico recente do ciclo até a Copa de 2026 amplia ainda mais essa preocupação. Dos 50 cortes registrados após convocações nos últimos anos, 34 envolveram defensores. Entre os atletas mais afetados aparecem Ederson, com cinco cortes, além de Alisson, Gabriel Magalhães e Vanderson, todos com três baixas no período.

A situação de Vanderson, aliás, já o tira da disputa pelo Mundial. O lateral-direito sofreu nova lesão muscular na coxa e passou a integrar a lista de jogadores fora dos planos imediatos por problemas médicos. Outros nomes importantes, como Caio Henrique e Éder Militão, também ficaram impedidos de entrar na convocação mais recente em razão de questões físicas.

Ao anunciar os 26 convocados para os confrontos diante de franceses e croatas, Ancelotti deixou claro que a condição clínica dos atletas foi determinante. Segundo ele, a montagem da lista priorizou jogadores em boas condições, diante de ausências relevantes como Militão, Bruno Guimarães, Estêvão e Rodrygo. A ideia inicial era usar esta Data Fifa para observar melhor os nomes que disputam as últimas vagas na zaga.

Nesse contexto, Ibañez, Léo Pereira e Bremer ganham oportunidade em uma defesa que já conta com Wesley, Alex Sandro, Douglas Santos, Gabriel Magalhães, Marquinhos, Danilo e Éder Militão como candidatos fortes. As baixas também abriram brecha para novidades como Kaiki Bruno, do Cruzeiro, chamado após o corte de um lateral-esquerdo do Flamengo, além de manter vivos os sonhos de jovens como Luciano Juba, que esteve na pré-lista e segue no radar.

No gol, o cenário também inspira cautela. Ancelotti indicava preferência por Alisson, Ederson e Bento para a Copa, mas a nova lesão do goleiro do Liverpool resultou em mais um corte e abriu espaço para Hugo Souza. Com Alisson e Ederson acumulando problemas físicos ao longo do ciclo, a Seleção chega para encarar França, nesta quinta-feira, às 17h, em Boston, e Croácia, no dia 31, também às 17h, em Orlando, sob um sinal de alerta que ainda paira sobre a retaguarda brasileira. (Com ge)

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