O processo de transição energética para o uso de fontes renováveis é considerado determinante para construir uma indústria sustentável e em sintonia com a preservação da natureza. O Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta segunda-feira (05/06), é a data mais oportuna para debatermos tal tema e o Senai comprova o grande potencial de Mato Grosso do Sul para liderar as transformações necessárias para reduzir a emissão dos gases do efeito estufa no mundo.
De acordo com o engenheiro eletricista e consultor em energias renováveis do Senai, Sebastião Dussel, o Estado é privilegiado em recursos naturais, abrigando Cerrado e Pantanal, biomas de extrema relevância no território nacional, o que contribui significativamente à popularização do uso de energia limpa. “Apresentamos potencial em todas as fontes de matriz de energias renováveis”, garante.
Confira qual o panorama traçado por Dussel das cinco fontes de energias renováveis mais comuns em Mato Grosso do Sul:
Fonte hidráulica
O Estado dispõe de uma malha de cursos de água distribuído nas duas principais bacias hidrográficas (Paraná e Paraguai), possibilitando a geração de energia hidrelétrica por meio dessas fontes, cujo potencial inventariado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente totaliza 2,55 GW (gigawatt), equivalendo a 2 vezes a demanda atual por energia elétrica requerida pelo Mato Grosso do Sul.
Fonte solar
Por outro lado, Mato Grosso do Sul está inserido numa região privilegiada para geração de energia elétrica solar, mapeado pelo Atlas Solarimétrico do Brasil, fato que coloca o Estado na 8º posição no ranking estadual de potência instalada de geração solar e Campo Grande como a 3ª capital do país.
Fonte de biomassa
As 23 usinas de açúcar e etanol instaladas em Mato Grosso do Sul, somada às 1,4 milhão de hectares de área plantada de florestas de eucalipto no eixo Campo Grande/Três Lagoas, potencializa o Estado para ser um dos maiores produtores de energia elétrica gerada a partir da biomassa.
Fonte de biogás
Mato Grosso do Sul é o sexto no ranking nacional de suinocultura e o quarto em bovinocultura de corte, com quase 1 milhão em regime de confinamento e semiconfinamento, o que sugere uma elevada produção diária de resíduos sólidos de dejetos, que se bem aproveitado em biodigestores, resulta em um elevado potencial para geração de energia elétrica a partir do biogás produzido nesses dispositivos.
Fonte eólica
Por fim, e não menos importante, o estudo do recurso eólico do Mato Grosso do Sul, elaborado pelo Instituto Senai de Inovação e Energias Renováveis do Rio Grande do Norte, por solicitação da Fiems, mapeou um corredor de vento a partir do município de Sonora, no extremo Norte do Estado, passando pelos municípios de Rio Verde, Aquidauana e Anastácio, Serra de Maracaju, Serra da Bodoquena, até o extremo Oeste do Estado.
Nesse corredor foi identificado vento com velocidade apropriada para instalar aerogerador a partir de 110 metros de altura, permitindo a produção eólica de energia elétrica, fechando assim a matriz de toda geração de energia elétrica a partir de fontes renováveis, no Estado de Mato Grosso do Sul.

