
Em uma iniciativa que promove o diálogo entre culturas e reafirma o protagonismo indígena na música de concerto contemporânea, a Orquestra Indígena do Mato Grosso do Sul realizou nesta quarta-feira, 16, apresentação especial no Teatro Aracy Balabanian, no CCJOG (Centro Cultural José Octávio Guizzo), em Campo Grande.
O concerto marcou etapa fundamental no processo de criação colaborativa do espetáculo “Arapy Aguasu – Sinfonia entre Dois Mundos”, obra idealizada por Eduardo Martinelli (Brasil) e Norberto Cruz (Madeira – Portugal), que será levada em turnê internacional por Portugal e Espanha no segundo semestre de 2025.
A produção reúne a sonoridade da Orquestra Indígena com músicos da Ilha da Madeira, criando uma fusão única entre ritmos ancestrais brasileiros e a tradição musical portuguesa. Inspirado pelas “Marés” e pela “Mata”, o projeto simboliza as correntes marítimas que historicamente conectaram os dois territórios e valoriza os recursos naturais e culturais da Madeira e do Mato Grosso do Sul.
Fruto de uma imersão artística, a apresentação é resultado de vivências coletivas que unem histórias, memórias e tradições sonoras dos dois continentes. Além da valorização da cultura indígena, o espetáculo reforça a importância do intercâmbio cultural como instrumento de transformação social e fortalecimento da identidade.
O projeto também integra as comemorações do bicentenário do Tratado do Rio de Janeiro, assinado em 1825, que selou a paz, amizade e aliança entre Brasil e Portugal após a independência. A música, neste contexto, torna-se ponte simbólica entre os povos.
A turnê internacional da Orquestra Indígena está prevista para acontecer entre agosto e setembro de 2025, com apresentações em Lisboa, Ilha da Madeira e Barcelona, tendo o espetáculo “Arapy Aguasu” como peça central.
Agenda de apresentações:
31 de maio – Memorial da América Latina (São Paulo – SP), às 20h
20 a 31 de agosto – Concertos na Ilha da Madeira e em Lisboa (Portugal)
2 a 7 de setembro – Concertos em Barcelona (Espanha)


