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Importação de fertilizantes cai em MS e dólar pressiona custo da safra 2026

Por que o fertilizante ficou mais caro? Entenda o impacto do dólar na lavoura

A importação de fertilizantes em Mato Grosso do Sul registrou retração no início de 2026. Dados da Secretaria de Comércio Exterior, compilados pela Aprosoja/MS, mostram que o Estado importou 3,50 mil toneladas em janeiro, volume 69,63% menor que o registrado no mesmo período do ano passado.

A redução foi puxada principalmente pelos fertilizantes nitrogenados, que apresentaram queda de 69,05%. Não houve registro de importação de potássicos e fosfatados no primeiro mês do ano.

O Brasil importou 2,88 milhões de toneladas em janeiro de 2026, redução de 4,37% na comparação anual. Enquanto os nitrogenados tiveram queda de 11,77%, as importações de potássio cresceram 11,41% e as de fosfato aumentaram 28,25%. Entre os principais fornecedores do país estão China, Rússia e Canadá, o que evidencia a dependência brasileira do mercado externo.

Além da retração nas importações, o produtor enfrenta um cenário de piora na relação de troca entre soja e fertilizantes. O indicador mede quantas sacas de soja são necessárias para adquirir uma tonelada de insumo. Quando essa relação fica prejudicada, o poder de compra do produtor diminui, exigindo maior volume de grãos para pagar o mesmo produto.

A valorização do dólar é um dos principais fatores que explicam esse movimento. Como os fertilizantes são negociados em moeda americana, a alta cambial encarece os insumos no mercado interno e pressiona o custo por hectare da soja e do milho. Ao mesmo tempo, oscilações no preço da soja influenciam diretamente a capacidade de troca do produtor.

Segundo o analista de Economia da Aprosoja/MS, Mateus Fernandes, o momento exige atenção redobrada no planejamento da safra.

“Com o dólar valorizado, o fertilizante fica automaticamente mais caro no mercado interno. Se, ao mesmo tempo, o preço da soja não sobe na mesma proporção, o produtor precisa entregar mais sacas para adquirir a mesma tonelada de insumo. Isso comprime a margem e aumenta o risco da safra. Por isso, neste momento, o planejamento é fundamental: travar custos, avaliar o melhor momento de compra e acompanhar o câmbio passam a ser decisões estratégicas para proteger a rentabilidade da lavoura.”

O cenário reforça a importância da gestão estratégica da propriedade rural, com análise de fluxo de caixa, avaliação de oportunidades de negociação e acompanhamento constante dos indicadores econômicos.

A Aprosoja/MS segue monitorando o mercado de fertilizantes. Para acessar os boletins de economia, basta clicar aqui.

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