A União Europeia voltou a cobrar, nesta quarta-feira (8), a interrupção das operações militares conduzidas por Israel em território libanês. A manifestação ocorre mesmo após o anúncio de um cessar-fogo temporário de duas semanas no conflito em curso no Oriente Médio.
Segundo o bloco europeu, a continuidade das ações militares contraria os esforços diplomáticos em andamento e amplia os riscos de escalada regional. A posição foi reforçada por um porta-voz da Comissão Europeia, que destacou a necessidade de respeito às normas internacionais.
O representante afirmou que a orientação da UE permanece inalterada desde o início da crise, defendendo que Israel suspenda imediatamente suas operações no Líbano. O pedido enfatiza ainda a importância de preservar a soberania e a integridade territorial do país.
Apesar da trégua anunciada, o governo israelense indicou que manterá suas ofensivas contra o Hezbollah, grupo xiita que atua no sul do Líbano e é apontado como alvo principal das ações militares. A decisão gera preocupação entre líderes internacionais quanto à efetividade do cessar-fogo.
O posicionamento europeu reforça a pressão por uma solução diplomática e amplia o coro internacional por contenção das hostilidades. A expectativa é de que novos desdobramentos ocorram nos próximos dias, à medida que negociações buscam evitar a intensificação do conflito.


