Parlamentar ressaltou regularização fundiária, acesso ao crédito e criticou entraves burocráticos enfrentados por produtores rurais
A regularização fundiária e o fortalecimento da agricultura familiar em Nova Alvorada do Sul foram temas centrais do pronunciamento do deputado estadual Zé Teixeira (PL) durante o grande expediente da sessão plenária desta quarta-feira (6). Ele destacou a recente entrega de Contratos de Concessão de Uso (CCUs), além de cadastros e fomentos produtivos destinados a famílias assentadas.
Segundo o parlamentar, a ação representa avanço para pequenos produtores que aguardavam há anos pela documentação necessária para acessar financiamentos. “Tem gente que está há dez anos sem conseguir crédito por falta desse documento. O CCU garante segurança para quem vive e produz na terra”, afirmou.
No município, foram entregues 66 CCUs, mais de 50 Cadastros da Agricultura Familiar (CAFs) e 15 fomentos produtivos. As iniciativas ampliam o acesso a políticas públicas, crédito rural e assistência técnica, com apoio de órgãos como o Incra e a Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer).
Zé Teixeira elogiou a atuação das instituições envolvidas na ação. “Quando é bem feito, precisa ser reconhecido. Essa entrega ajuda diretamente quem precisa produzir, sustentar a família e movimentar a economia local”, pontuou.
Defesa, críticas e entraves
Durante a fala, o deputado também defendeu o papel dos produtores rurais e criticou o uso de termos pejorativos para se referir ao setor. “Não existe ‘fazenderama’. São produtores que trabalham, geram emprego e colocam alimento na mesa da população”, disse.
Ele ainda destacou a importância do agronegócio brasileiro, ressaltando a produtividade e a geração de empregos tanto no campo quanto na cidade.
O parlamentar também criticou medidas que, segundo ele, aumentam a burocracia para o acesso ao crédito rural, especialmente aquelas relacionadas a exigências ambientais. Para Zé Teixeira, regras adicionais podem dificultar a atividade produtiva. “Já existe legislação ambiental que precisa ser cumprida. Criar mais exigências acaba sendo um entrave para quem quer produzir”, declarou.
Ao abordar o cenário econômico, mencionou as altas taxas de juros e defendeu melhores condições para os produtores. “Nenhum país suporta juros elevados como os praticados aqui. Isso inviabiliza investimentos e o crescimento do setor”, observou.

