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Surto de hantavírus em navio de cruzeiro mobiliza retirada de passageiros na Espanha

Autoridades de saúde confirmaram que duas pessoas testaram positivo para hantavírus após serem retiradas do navio de cruzeiro MV Hondius, que enfrenta um surto da infecção viral respiratória. A embarcação está ancorada nas proximidades da ilha espanhola de Tenerife, no Atlântico, onde ocorre a etapa final da operação de retirada e repatriação dos passageiros.

Nesta segunda-feira (11), a Espanha coordena a saída dos últimos 24 passageiros que ainda permaneciam a bordo. A medida encerra uma operação considerada complexa pelas autoridades, iniciada após a identificação dos primeiros casos e que já resultou na retirada e repatriação de 94 pessoas para seus países de origem.

Entre os casos confirmados está um passageiro francês, retirado do MV Hondius, que teve resultado positivo para o vírus. Segundo a ministra da Saúde da França, Stephanie Rist, o estado de saúde dele apresentou piora. Já o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos informou que um dos 17 norte-americanos em processo de repatriação teve resultado levemente positivo para a cepa Andes do hantavírus, enquanto outro apresentou sintomas leves.

Desde o início do surto, três mortes foram registradas: um casal holandês e um cidadão alemão. O caso elevou o nível de alerta sanitário internacional e levou à mobilização de diferentes países para organizar a retirada segura dos passageiros, com acompanhamento médico e medidas de isolamento.

O MV Hondius havia partido do sul da Argentina há 41 dias e deixou a costa de Cabo Verde rumo às Ilhas Canárias em 6 de maio, depois que Madri aceitou administrar a operação a pedido da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da União Europeia. A embarcação permaneceu sob monitoramento enquanto as autoridades definiam os protocolos para desembarque e repatriação.

A OMS recomendou quarentena de 42 dias para todos os passageiros do navio a partir de 10 de maio. Segundo Maria Van Kerkhove, diretora de gerenciamento de epidemias e pandemias da organização, a medida busca reduzir os riscos de novas transmissões e garantir o acompanhamento adequado das pessoas expostas durante o surto.

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