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Maioria do STF mantém decisão de Dino que liberou emendas

Pagamento deve seguir critérios de transparência e rastreabilidade

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou nesta segunda-feira (2) para confirmar a decisão do ministro Flávio Dino, que autorizou o pagamento das emendas parlamentares.

A decisão, assinada por Dino no início da tarde, foi submetida ao plenário virtual da Corte em sessão extraordinária, com início às 18h. A votação permanecerá aberta até as 23h59 desta terça-feira (3). Até o momento, seis dos 11 ministros se manifestaram favoravelmente à manutenção da decisão. Além de Flávio Dino, que é o relator do caso, votaram a favor os ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Gilmar Mendes e Dias Toffoli.

No plenário virtual, os ministros registram seus votos diretamente no sistema eletrônico, sem necessidade de debate presencial.

Contexto

Mais cedo, Flávio Dino liberou o pagamento das emendas, condicionando a execução a critérios de transparência e rastreabilidade. A medida foi tomada após a sanção de uma lei que buscou corrigir irregularidades apontadas pelo STF.

Em dezembro de 2022, a Corte declarou inconstitucionais as emendas conhecidas como RP8 e RP9. Em resposta, o Congresso aprovou uma resolução modificando as regras de distribuição desses recursos. No entanto, o PSOL, autor da ação contra as emendas, argumentou que as mudanças ainda desrespeitavam a decisão do STF.

Após a aposentadoria da ministra Rosa Weber, relatora original do caso, Flávio Dino assumiu o processo. Em agosto, ele suspendeu o pagamento das emendas, determinando que os repasses deveriam cumprir critérios de rastreabilidade e que a Controladoria-Geral da União (CGU) realizasse auditorias sobre o uso dos recursos provenientes do orçamento secreto.

  • Com Agência Brasil
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